Tuesday, May 23, 2006
Monday, May 22, 2006
Angústia

Os plumbeos ceus choravam a sua melancolia,
Havia nela vida e morte, havia nela noite e dia,
Perdida nos seus pensamentos
Carregando com ela mil tormentos,
Num misto de terror e fantasia!
Fundimos os nossos seres com ardor,
Ensinou-me o que era o amor
Pois eu não tinha o sentimento,
Tinha apenas a sensibilidade
De aproveitar cada momento,
Na evanescência da realidade.
Dedicaste a tua vida a mim,
Num projecto sem saida e sem futuro,
Desperdiçamos anos sem fim,
Com as lamentações construiriamos um muro...
Sei que sentes mágoa, diz-me o que posso fazer?
Apenas desejo uma coisa, apenas te quero ter.
Agora sofro....
Com toda a dor do mundo encerrada em mim,
Reduzido a um espectro de um nostalgico passado,
Mesmo depois daquele inevitavel fim
Não abandono, mesmo estando enterrado,
Vivemos rápido e dessa forma morremos,
Porque só sentimos a falta quando não temos?
Lentamente condenado a uma solidão que tu não sentes,
A angústia de existir mantem-me perdido no vazio,
Sei que não me amas, sei que não me mentes,
És apenas o reflexo fugidio
de um amor que já não existe em ti,
Mas vive forte dentro do meu peito
Quando recordo o que contigo vivi,
Solto em agonia chorando no meu leito
A vida é sofrimento universal e permanente, uma ferida que não cura
Sinto a sede de infinito, a vertigem da loucura
Onde estás tu?
para onde é que eu ia?
Onde estás tu?
Deusa da minha idolatria.
Wednesday, April 19, 2006
Dino e a guerra das audiências
No entanto os Portugueses apenas choram a morte do actor Francisco Adam, Dino na serie Morangos com açucar da TVI.
É obvio que é de lamentar a morte de um jovem de 22 anos cuja vida foi ceifada tão cedo nas trágicas estradas portuguesas, mas eleva-lo à categoria de heroi nacional e usar a morte dele para alimentar a já de si vergonhosa guerra das audiências entre as estações televisivas portuguesas, parece-me um exagero. A TVI está a aproveitar este momento de dor da familia e amigos e a utilizar isso para aumentar os seus lucros e as pessoas estão a alinhar nisso. Multiplicam-se as iniciativas transmitidas por sms como correntes de mensagens e o facto de vestir uma peça de roupa cor de laranja em homenagem ao actor falecido dando mais ênfase à cobertura mediatica da estação televisiva que teve como ponto alto (ou baixo) a transmissão do funeral do jovem actor.
Paralelamente a isto há outro factor que me provoca alguma confusão. Eu também vejo a série mas acho imperativo as pessoas distinguirem as personagens dos actores.
As pessoas conheceram a personagem Dino, não conheceram o actor Francisco Adam. Como podem afirmar que ele era uma pessoa fantastica, um ser humano maravilhoso e um exmplo para os jovens portugueses?
Não podem, devem ter a noção de que não conheceram a pessoa mas sim a personagem.
Já agora uma sugestão, sejam solidarios com as outras 3 pessoas que morreram na mesma madrugada.
Sunday, February 05, 2006
O que tu és by Florbela Espanca

És aquela que tudo entristece,
Irrita a amargura, tuda humilha;
Aquela a quem a Mágoa chamou filha;
A que aos homens e a Deus nada merece.
Aquela que o sol claro entenebrece,
A que nem sabe a estrada que ora trilha,
Que nem um lindo amor de maravilha
Sequer deslumbra, e ilumina, e aquece!
Mar Morto sem marés nem ondas largas,
A rastejar no chão, como as mendigas,
Todo feito de lágrimas amargas!
És ano que não teve Primavera…
Ah! Não seres como as outras raparigas
Ó Princesa Encantada da Quimera!…
Tuesday, November 29, 2005
Metempsicose by Antero de Quental

Ardentes filhas do prazer, dizei-me!
Vossos sonhos quais são, depois da orgia?
Acaso nunca a imagem fugidia
do que fostes, em vós se agita e freme?
Noutra vida e outra esfera, onde geme
outro vento, e se acende um outro dia,
que corpo tínheis? Que matéria fria
vossa alma incendiou, com fogo estreme?
Vós fostes nas florestas bravas feras,
arrastando, leoas ou panteras,
de dentadas d'amor um corpo exangue...
Mordei pois esta carne palpitante,
feras feitas de gaze flutuante...
Lobas! leoas! sim, bebei meu sangue!
Thursday, July 07, 2005
Placebo - Every me and every you
Sucker love is heaven sent.
You pucker up, our passion's spent.
My hearts a tart, your body's rent.
My body's broken, yours is spent.
Carve your name into my arm.
Instead of stressed, I lie here charmed.
Cuz there's nothing else to do,
Every me and every you.
Sucker love, a box I choose.
No other box I choose to use.
Another love I would abuse,
No circumstances could excuse.
In the shape of things to come.
Too much poison come undone.
Cuz there's nothing else to do,
Every me and every you.
Every me and every you,
Every Me...he
Sucker love is known to swing.
Prone to cling and waste these things.
Pucker up for heavens sake.
There's never been so much at stake.
I serve my head up on a plate.
It's only comfort, calling late.
Cuz there's nothing else to do,
Every me and every you.
Every me and every you,
Every Me...he
Every me and every you,
Every Me...he
Like the naked leads the blind.
I know I'm selfish, I'm unkind.
Sucker love I always find,
Someone to bruise and leave behind.
All alone in space and time.
There's nothing here but what here's here's mine.
Something borrowed, something blue.
Every me and every you.
Every me and every you,
Every Me...he
Every me and every you,
Every Me...he
Monday, June 27, 2005
A World domination project!
Comecei o meu projecto de dominação do mundo!

As coisas começaram a correr mal!

E acabaram pior!

Vou recuperar forças para mais tarde voltar a tentar!

Até breve! HAHAHAHAHAHAHAHAHA!



